Saiba como funciona o Storytelling

Algumas estratégias de marketing podem encontrar sua fonte nos lugares mais inesperados, como o cinema, a literatura ou mesmo a mitologia e a religião comparada. É o caso do storytelling, sem dúvida.

Certamente grande parte dos profissionais do atual mercado de trabalho já ouviu falar nessa estratégia pelo menos uma vez na vida. De fato, hoje se fala em storytelling para tudo.

Desde o fechamento de uma reunião que em alguma medida pretenda ser motivacional, até peças publicitárias menores, que talvez nem cheguem a ter os elementos necessários para se tornar um bom exemplo de storytelling.

Além do cinema e da literatura, a indústria de games também utiliza exaustivamente dessa estratégia, tentando obter com ela o que de mais importante se pode tentar obter de um cliente: sua atenção e memória.

Quando se fala em mitologia e religião comparada, o assunto parece ficar mais difícil, e até exagerado.

No entanto, é exatamente aí que a coisa começa, e para tanto basta lembrarmos da importância de Joseph Campbell (1904-1987) para esse tema.

Campbell foi um autor norte-americano, conhecido por tratar de temas como o poder do mito e a jornada do herói, que é justamente onde se encontra a estruturação do storytelling.

O importante é entendermos que essa tática realmente pode trazer os melhores resultados. Mas para isso ela precisa ser bem compreendida, antes de ser levada à prática.

Depois ela poderá ser aplicada ao marketing de conteúdo, ao inbound, ao e-mail marketing, à social media de uma empresa de qualquer tamanho ou formato. Isso é o mais bacana: não há restrições para um storytelling bem aplicado.

Portanto, se você quer dominar essa estratégia que mudou a história de várias marcas e empresas do mundo, compreendendo como ela funciona, qual sua importância e em que ela realmente pode ajudá-lo, siga conosco até o fim da leitura.

O storytelling e a identidade de uma marca

Você já ouviu falar em buzzwords? O termo remete a uma palavra ou frase da moda (nova ou antiga), que entra em circulação e se torna bastante popular por certo período de tempo. É como acusar algo de ser uma “modinha”.

Certamente o storytelling está muito acima disso, embora hoje a palavra costume ser utilizada sem muita precisão técnica.

Inclusive, ele não tem que ser visto como algo “sazonal”, que surgiu na véspera e vai desaparecer amanhã, uma vez que ele é mais antigo que o marketing.

Como vimos, até certo ponto o storytelling remete às religiões e à mitologia dos povos.

É possível que pareça que algo assim jamais terá relação com uma empresa que só quer vender seu portfólio de itens diversos e cola para acrílico. Mas no fundo pode ter, e muita.

Para entender como, vamos compreender primeiro como o comercial de uma grande marca opera.

Geralmente a propaganda que vemos na televisão, por exemplo, transpôs várias etapas de amadurecimento até se tornar uma peça/campanha publicitária.

Ou seja, a comunicação de um produto ou de uma marca depende de alguns elementos mais elaborados, como a identidade verbal e visual daquela empresa. As áreas envolvidas nisso podem ser:

  • O branding;
  • O marketing;
  • O design;
  • A redação;
  • A publicidade;
  • A propaganda, etc.

Entre discutir a identidade verbal de uma marca e fazer um comercial de televisão, o nível conceitual vai evoluindo do mais complexo e teórico ao mais abrangente e popular. Aí é que entra o papel do storytelling.

Em tradução livre a palavra quer dizer story (história) telling (contar). De fato, conhecer sua própria história e saber contá-la é o papel de toda empresa que quer obter grande sucesso de comunicação com o público.

Afinal, toda empresa nasce com uma cultura organizacional (algo que vai além do famoso “missão, visão, valores”), e, no fundo, o que se propõe é fazer uma ponte entre sua solução e a necessidade dos clientes.

Portanto, já não importa se ela vende equipamentos para cirurgia cardíaca, o mais caro dos carros ou cadeiras para eventos. Neste último exemplo, aliás, temos um campo fértil para o storytelling.

Ou não é verdade que todo evento precisa de cadeiras para os convidados? E que muitos eventos lidam com os momentos mais importantes da vida de uma pessoa, como um casamento, um batismo infantil, um aniversário, a promoção no emprego, etc.?

Como lidar com a atenção e memória do cliente?

Os exemplos dados acima devem ter deixado claro que o storytelling pode ser aplicado a qualquer formato de negócio, tamanho de empresa ou tipo de produto. Além de ter salientado a importância que ele pode ter para um negócio.

Muitas vezes, ele é a melhor maneira de uma marca transmitir ao público-alvo os seus principais valores e crenças.

E tudo por meio de histórias, isto é, sem o uso de teorias e conceitos que somente um time de marketing poderia entender.

Mas para aplicá-lo é preciso ir além e compreender alguns pontos essenciais. Como vimos, a função dessa estratégia é tomar a atenção e a memória do cliente.

Por exemplo, em vez de simplesmente anunciar seus preços e prazos, um escritório de serviços de topografia pode abordar a importância da topografia para a construção civil, e desta para o crescimento da sociedade como um todo.

Nos fatores da atenção e memória do cliente existem duas realidades comerciais. A primeira é a da concorrência, que dá tantas opções que acabam deixando o cliente dispersivo e até cansado de tantos anúncios e publicidade.

A segunda é decorrente desta, e faz com que, mesmo quando um consumidor presta atenção em você e até consome seu produto, ele possa depois simplesmente se esquecer da sua solução. É a diferença essencial entre um comprador e um cliente efetivo.

Isso também é incrível no storytelling: poucas estratégias cumprem tantos papéis ao mesmo tempo, como o de contribuir para todas as etapas do funil de vendas. Desde o seu topo e a fase de geração de leads, até os processos de fidelização do cliente.

De fato, uma história bem contada pode atrair um número maior de visitantes para uma loja física ou para uma plataforma digital, independentemente de ser focada em projetos complexos de construção civil ou voltada a itens corriqueiros como alambrado para cerca.

Além de fazer isso, atraindo a atenção de muita gente, o storytelling também pode tornar os clientes verdadeiros propagadores e até defensores da marca, por ser capaz de se fixar na lembrança deles de modo positivo.

O universo da comunicação e do convencimento

O storytelling nada mais é que a capacidade de contar uma história boa e relevante. Toda história desse tipo tem começo, meio e fim, e pode ser de tipo dramático, trágico ou mesmo cômico.

É natural que o marketing e a publicidade queiram se apropriar dessa fórmula. Afinal, quando olhamos em volta, o que mais tem resistido no universo da comunicação senão os grandes clássicos literários, que vencem o tempo e o espaço, tornando-se universais?

Esta é a essência do storytelling, e é o que uma marca busca quando lança mão dele.

Como vimos, não é preciso ser uma grande marca e dominar o mercado mundial. Mas é preciso, sim, compreender como a estratégia funciona.

Faz parte da rotina do empreendedor a necessidade da comunicação e do convencimento. Se a empresa trabalha na área de segurança industrial, e promove cursos ou treinamento espaço confinado, quantas reuniões o seu dono deve fazer todos os dias, não é mesmo?

Por isso o storytelling também costuma ser usados como técnica de vendas, de reuniões, exposição de ideias e afins.

Em todo caso, é fundamental que a pessoa ou empresa tenha consciência muito clara da história que deseja contar.

Pense com a cabeça do seu público, da sua clientela, dos seus visitantes ou leitores. O que é realmente marcante, relevante e inesquecível para eles?

Na sequência o projeto pode assumir o formato de uma fábula, de um conto, ou de um script realista.

Realmente, uma empresa da área de relatório de impacto ambientalnão precisa deixar clara a influência da literatura, ou usar de metáforas.

Assim, é possível narrar um case de sucesso, como a história de uma pessoa real, por exemplo, e fazer um ótimo storytelling.

Storytelling e slogan: o formato do projeto

É possível dizer que antes do bom storytelling vem um bom slogan. A razão para isto é simples: o slogan condensa uma história, uma missão, uma visão de sucesso que algum dono de negócio, vendedor ou outra pessoa de relevância na empresa desenvolveu.

O slogan é uma frase curta, memorável e de grande efeito. A empresa pode trabalhar com construção civil, lidar com uma rotina que envolve de máquinas industriais até muro de terra armada, e ter um slogan metafórico, sobre a virtude da fortaleza humana, por exemplo.

Também assim, depois de bem elaborado, o storytelling pode assumir vários formatos, desde o marketing de conteúdo e o inbound, até o e-mail marketing e as redes sociais de uma empresa, como dito no início deste artigo.

De fato, se a história vai ser narrada no rádio ou filmada para a televisão, se ela vai ser contada em uma palestra ou transformada em texto, não faz diferença.

Para ter sucesso, uma empresa da área de construção civil que queira ser referência em ponto de ancoragem, por exemplo, só precisa encontrar o mote certo, levar em conta as dicas dadas sobre estruturação da história, psicologia do cliente, funil de vendas, etc.

Com isso vemos como o storytelling se tornou indispensável para as marcas que queiram crescer de modo sustentável no atual mercado.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.