Metodologias que você precisa conhecer para turbinar sua equipe

Business executives discussing with their colleagues on whiteboard during meeting at office

A competitividade do mercado tem exigido o aprimoramento das empresas, não apenas no quesito de modernização, mas também em processos que melhoram o gerenciamento de equipes e contribuem com a motivação dos colaboradores.

Nesse cenário, é preciso investir em uma metodologia inovadora, que incorpore os valores da organização e, além disso, promova o destaque e o reconhecimento da instituição no mercado.

De modo resumido, as metodologias são ferramentas sistematizadas, que ajudam na concretização de projetos por meio do direcionamento dos colaboradores.

Dessa maneira, é possível racionalizar as atividades, além de assegurar maior qualidade para o trabalho e facilitar o alcance dos resultados positivos. Por conta disso, elas são indispensáveis para o desempenho das organizações.

Neste artigo, separamos algumas das metodologias que podem te ajudar a melhorar a sua equipe e gerar ótimos resultados para sua empresa. Continue lendo!

1 – SCRUM

O SCRUM consiste em um framework para a gestão de projetos e desenvolvimento hábil de softwares.

A metodologia é bastante popular em setores relacionados ao TI (Tecnologia da Informação), sendo amplamente aplicada em empresas de calibração de equipamentos, desenvolvimento de sistemas, entre outros processos.

No SCRUM, os projetos são divididos em ciclos (normalmente mensais), que levam o nome de Sprints.

Um Sprint representa um “time box”, que contém um conjunto de atividades que devem ser executados em um determinado período de tempo.

Por exemplo, em um projeto de análise de potabilidade da água, é possível ter um sprint contendo o tempo para coleta da amostra, bem como qual equipe é responsável pela tarefa.

Posteriormente, um segundo sprint que contenha o fluxo do processo, pode conter a primeira análise (como a de pH) e assim sucessivamente.

Além dos Sprints, que são os ciclos de cada projeto, há outros conceitos do SCRUM, tais como:

  • Product Backlog;
  • Sprint Planning Meeting;
  • Sprint Backlog;
  • Daily Scrum;
  • Sprint Review Meeting.

No Product Backlog, constam os principais objetivos de um projeto. Por exemplo, na verificação da qualidade de um gás para soldar, a finalidade pode ser a verificação do grau de flamabilidade do composto.

Por conta disso, o nome dado ao Product Backlog é, geralmente, o próprio objetivo da tarefa ou projeto.

O Sprint Planning Meeting consiste nas reuniões periódicas que acontecem no início de cada ciclo do projeto, isto é, de cada Sprint. Por meio desses encontros, é possível planejar e priorizar os objetivos, ou seja, o Product Backlog.

Já o Sprint Backlog diz respeito às tarefas específicas que são desenvolvidas em cada ciclo. Por exemplo, em um dos Sprints da sondagem geotécnica, as atividades designadas incluem a descrição do terreno e identificação das rochas

O Daily Scrum é uma reunião diária, que visa o acompanhamento do projeto. Por fim, o Sprint Review Meeting é a reunião no final de cada ciclo, para a apresentação de resultados e elaboração de novas etapas.

2 – Design Thinking

O Design Thinking é uma abordagem criada dentro do campo do design, mas adaptada às empresas e organizações.

A tradução livre do termo quer dizer “pensamento do design”, ou então “pensar como designer”, e isso significa ter criatividade e saber abduzir.

Muito além da estética, o design é criativo. Além disso, todo planejamento que envolve o design de produtos tem a intenção de promover o bem-estar na vida das pessoas, por meio de facilidades para manuseio e uso de um determinado item.

No mundo dos negócios, a apropriação do Design Thinking tem a ver com inovação. Por conta disso, o intuito é criar projetos, executar tarefas e propor atividades para expandir os horizontes, sendo possível “pensar fora da caixa”.

Portanto, podemos caracterizar que a abordagem do Design Thinking busca a solução de problemas de forma coletiva e colaborativa.

Além disso, busca-se sempre uma perspectiva de empatia com os interessados e stakeholders (pessoas que participam de todo o processo de desenvolvimento do produto).

Desse modo, ao propor um novo conceito de um expositor de esmalte para manicure, todos os colaboradores da organização são ouvidos, para que o trabalho seja desenvolvido de modo multidisciplinar.

O Design Thinking busca mapear e mesclar a experiência cultural dos indivíduos, bem como a visão de mundo e os processos envolvidos na vida de cada um, para obter uma visão mais completa do mundo.

Assim, é possível propor diferentes maneiras para solucionar os problemas e identificar os obstáculos, construindo alternativas viáveis para o projeto.

Importante ressaltar que o Design Thinking parte de uma premissa mais “humana”, isto é, busca aproximar e estreitar os laços de empatia na equipe. Por esse motivo, o foco está na experiência – tanto dos clientes quanto dos colaboradores.

As etapas do Design Thinking

As principais etapas do Design Thinking são:

  • Imersão;
  • Ideação;
  • Prototipagem;
  • Desenvolvimento.

Através desses processos, busca-se uma inovação não linear, com a descoberta de novos valores e diversos significados para o projeto. Sendo assim, é importante que todas as etapas do Design Thinking sejam integradas.

Por exemplo, pode ser que durante a fabricação de um compactador de solo aluguel, a equipe de vendas perceba que as principais reclamações dos clientes estão na ergonomia do equipamento, que é desconfortável para o manuseio.

Assim, com essas informações, toda a fábrica pode fazer uma imersão na experiência do cliente e, consequentemente, propor novos protótipos para a máquina.

Portanto, a imersão é a fase do entendimento, onde a equipe mergulha na causa do problema. Depois, a ideação é o começo do mapeamento de soluções, com brainstorms e insights sobre as possíveis alternativas.

A prototipagem diz respeito à transformação das ideias em algo palpável. Por exemplo, quando se tem um desenho de um novo refratômetro portátil e são feitos os primeiros protótipos do produto.

Por fim, o desenvolvimento é definido como a fase em que se escolhe o melhor molde para fabricar o artigo.

3 – AIDA

A metodologia AIDA foi criada há mais de um século, por Elmo Lewis, no final do século XIX. Mas, até hoje, o modelo é usado para estratégias em gestão de empresas e para organização de pessoas dentro das instituições.

Em síntese, AIDA diz respeito à jornada de compra do consumidor. Isto é, o caminho que os clientes percorrem até fechar um negócio.

Por exemplo, durante a locação de mini escavadeira, leva-se em conta o interesse, o encantamento e a disponibilidade para alugar o equipamento.

Sendo assim, a sigla AIDA significa Atenção (A), Interesse (I), Desejo (D), e Ação (A). Desse modo, o primeiro passo é atrair a atenção das pessoas, depois gerar o interesse, posteriormente transformar o interesse em desejo e, finalmente, chegar à ação de compra.

Atualmente, o AIDA é amplamente usado em estratégias de Marketing, em especial, Marketing Digital. Afinal, é o conceito básico para prospectar novos clientes e aumentar as chances de venda da empresa.

No entanto, para que o método AIDA seja aplicado com eficiência, é fundamental conhecer quem é o seu público-alvo. Por conta disso, a primeira etapa consiste na construção de personas.

As personas são personagens fictícios do cliente ideal, criadas a partir de dados a respeito do comportamento do consumidor. Um exemplo de persona para uma loja pet pode ser:

Ana, amante de cachorros. É recém-formada em publicidade, mora com os pais em uma casa de classe média, no centro da cidade. Atualmente, tem dois cachorros vira-latas e um Yorkshire. Os hobbies de Ana incluem passear no shopping e assistir séries.

Ana foi criada com informações básicas do comportamento de consumo dos clientes que frequentavam a loja de pets. Assim, percebeu-se que a maioria dos clientes:

  • Era do sexo feminino;
  • Tinha entre 18 a 25 anos;
  • Têm preferência por cachorros;
  • É de classe média/alta;
  • São profissionais do terceiro setor.

A partir disso, já podemos perceber a diferença entre o público-alvo e a persona.

Depois de definir Ana, a loja de pet pode elaborar estratégias, com o método AIDA, voltadas para a atração específica desse tipo de cliente, sendo possível criar campanhas direcionadas e personalizadas.

Assim, chama-se a Atenção (A) dos clientes de forma positiva, com uma linguagem adaptada à persona.

Cria-se o interesse (I) a partir de algumas possíveis necessidades do personagem, pois sua mensagem é vista como uma oportunidade para resolver um impasse.

Depois, é preciso incitar o desejo (D) da persona sobre o seu produto/serviço. No exemplo utilizado anteriormente, é possível despertar o desejo de Ana, ao oferecer um banho e tosa personalizado.

Além disso, a loja pode estar dentro de um shopping e realizar um serviço rápido, para que Ana possa passear, enquanto espera o banho dos cachorros.

Por fim, temos a Ação (A), que facilita o caminho do consumidor até o fechamento do negócio. Isso pode ser feito com ofertas, promoções e, até mesmo, programas de fidelidade, para que os clientes tenham ainda mais vantagens com o seu produto/serviço.

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.