Memória: como utilizar técnicas de memorização que realmente funcionam

Memorizar com mais eficiência é muito útil para muitos estudantes e profissionais que desejam obter mais sucesso em seus objetivos. Existem diversos métodos para desenvolver a memória de longo prazo. Neste artigo abordaremos quatro técnicas que realmente funcionam para quem deseja aprimorar sua memória. Para qualquer método escolhido, vale lembrar que o aprimoramento da memória não funciona como uma solução de uma vez só, mas sim, deve ser entendido como um investimento a longo prazo na saúde mental.

A memória de longo prazo é como um estoque de bilhões de itens. Existem tantos itens neste estoque de memórias que pode ser difícil encontrar a informação que se procura. Uns itens podem “enterrar” os outros. A maneira de melhorar isso é praticando e repetindo pelo menos algumas vezes aquela informação. A técnica da repetição espaçada é muito útil para quem deseja reter as informações desejadas na memória de longo prazo, como veremos a seguir.

Como melhorar a memória?

Se é preciso se forçar para memorizar algo, claramente, a mente não absorverá naturalmente a ponto de entender como relevante. É por isso que toda técnica de memorização vem com um simples guia: transformar uma informação sem contexto em algo que faça sentido pessoalmente. Ademais, como cada um tem sua maneira de absorver as informações, as técnicas de memorização são incontáveis, é preciso conhecê-las e se adaptar a mais adequada.  Por isso, foi elaborada esta lista, indicando diferentes modos de aprendizado e memorização.

As melhores técnicas de memorização

1. Repetição Espaçada

Uma técnica muito recorrente, especialmente para o aprendizado de idiomas, é  a técnica de repetição espaçada. Esta técnica é baseada na “curva de esquecimento”, uma representação de como o cérebro esquece de informações após certo tempo, se não repetidas com alguma frequência. No entanto, é fundamental que essas revisões tenham um descanso de dois ou mais dias. Quanto maior o espaço, maior a probabilidade da informação continuar memorizada. Um método que muitos alunos utilizam para estudar, dentro dessa lógica, é a pasta numerada, na qual se coloca resumos diários que serão revistos a cada semana.

2. Atuação

É de se parar para pensar sobre como atores conseguem memorizar textos enormes sem errar. Na realidade, o segredo está na atribuição de emoções aos diálogos –  atores trabalham duro em entender o significado das falas dos personagens e incorporar a emoção deles. Como uma técnica de memorização é possível relacionar o conteúdo a ser aprendido com uma história, tratando-o como o enredo de um filme com personagens conflitantes. Por exemplo, fazer uma pequena peça, ou contá-lo para os amigos de maneira dramática – basta um pouquinho de criatividade.

3. Criação de Músicas, Jingles, Rimas

Frequentemente, as pessoas cantam jingles que nem se lembram de ouvir. Uma das coisas que mais gruda na memória são comerciais, especialmente os jingles. O cérebro gosta de padrões, o que o torna rimar e musicalizar ótimas ferramentas de memorização. A única parte difícil é criar uma rima que combine com o assunto.

4. Escrita à Mão

A escrita é, recorrentemente, apontada como uma boa maneira de memorizar os conteúdos. Por isso, utilizar meios digitais como laptops ou smartphones pode ser desfavorável para lembrar-se das matérias. Quando se faz anotações, enquanto se recebe informações orais, como a de uma palestra, focamos nossa mente em filtrar as partes mais importantes da informação, é como parar de ser um mero ouvinte e participar ativamente em absorver o novo conhecimento. Em contraste, aqueles que digitam seu aprendizado tendem a apenas copiar palavra por palavra, sem estimular a formulação do que aprendeu em suas próprias palavras.

Conclusão

A memorização não se trata apenas de lembrar-se de elementos específicos, mas também de ter uma mente saudável. Ademais, no cotidiano em meio a tantas informações que recebemos, frequentemente, é necessário lembrar-se de algo – seja para provas, seja para realizar tarefas pessoais ou profissionais. No entanto, isto não é simples, pois existem muitas distrações, e quando não se consegue lembrar-se de algo, o sentimento é de frustração. Por pior que pareça, é natural que o ser humano esqueça coisas. E, atualmente, ainda mais difícil, já que todos possuem pequenos cérebros em suas mãos, chamados smartphones, cada vez mais inteligentes e com mais espaço de armazenamento. Como um ditado que diz: “use ou se esqueça”, se não utilizadas, o cérebro apaga informações – da mesma forma que o corpo, a mente deve ser treinada.

A memorização é uma habilidade conquistada ao longo da prática, com exercícios que façam pensar logicamente como palavras cruzadas, quebra cabeças, jogo da memória, escrita, leitura, entre outros. Quanto menos tentamos memorizar informações, mais preguiçoso o cérebro fica, o que dificulta, inclusive, o desenvolvimento de novas habilidades. É comum perceber que idosos que liam, escreviam e faziam atividades lógicas quando mais novos, têm mais lembranças e, consequentemente, são mais conscientes.

Aprimorar a memória é uma forma de autocuidado, sendo assim, é recomendável experimentar as técnicas e a exercitar o cérebro diariamente.