Entendendo o Marketing esportivo: origem e evolução do setor

O esporte movimenta multidões. Uma simples partida de futebol pode atrair mais de 50 mil torcedores apaixonados pelo seu clube do coração e prontos para consumir tudo que se refere ao time – de camisetas a produtos personalizados, de serviços até atitudes e ideias promovidas pela delegação.

Tal cenário é extremamente positivo e se estende para todas as modalidades. As Olimpíadas no Brasil, em 2016, por exemplo, atraíram 4 milhões de pessoas. Já a Copa do Mundo de 2014 recebeu cerca de 3 milhões. Com esses números, percebemos como o esporte é popular e o quanto pode ser lucrativo para empresas e organizações interessadas em aprimorar seu marketing esportivo.

O marketing no esporte é uma área em ascensão que cresce muito no Brasil ultimamente, ponderada tanto pelo futebol quanto por modalidades como vôlei, atletismo e judô. A possibilidade de usar o desporto para divulgar, agregar valor a marcas, promover ideias e vender produtos é cada vez maior e, por isso esse ramo está extremamente atrativo.

Além de profissionais de comunicação, administradores e empreendedores podem investir nesse campo, atualizando seus conhecimentos com um bom curso de marketing esportivo e outros cursos a distância complementares.

Com essas opções flexíveis, seguras e econômicas, qualquer pessoa pode estudar quando e onde quiser.

Marketing Esportivo: origem e evolução

A viabilidade de unir marketing ao esporte começou cedo, embora essa associação não fosse tão alinhada como nos dias de hoje.

O início se deu na segunda metade do século 19, período em que o desporto ganhava popularidade na Europa e nos Estados Unidos, com modalidades como futebol, boxe, atletismo e hipismo. Visto esse cenário positivo, surgiram também os primeiros veículos de imprensa esportiva.

Os registros iniciais do marketing no esporte mostram que os patrocínios de empresas a clubes foram os meios pioneiros na formação dessa área, como o da empresa estadunidense Hillerich & Bradsby, fabricante dos tacos de beisebol utilizados na liga local. Com esse apelo, tornou-se a maior de seu ramo, expandindo de modo surpreendente e garantindo lucro e sucesso à marca.

Já os Jogos Olímpicos, que aconteceram no início da década de 1900, tiveram extrema importância para a consistência do marketing no esporte, abrindo espaço para empresas investidoras que apoiavam o comitê organizador do torneio.

A Kodak foi uma das primeiras a colocar seu logo em programas oficiais do evento, assim como a Coca Cola, que desde 1928 é uma das principais patrocinadoras dos jogos.

Nas Olimpíadas de Berlim, em 1936, a transmissão televisiva valorizou ainda mais o marketing esportivo. A comunicação visual proposta pela TV garantia melhores experiências na divulgação e promoção de marcas.

A partir daí, tal segmento começou a tomar forma e ganhar novos aspectos. Nos Estados Unidos, tornou-se extremamente relevante, sobretudo com a ascensão de esportes como basquete e beisebol – bem como seus atletas de ponta que chamam atenção do mundo todo.

No Brasil, o marketing esportivo começou a se estruturar a partir da década de 1970, embora o empresário Assis Chateaubriand que já havia explorado essa área ao patrocinar o jogador de futebol Leônidas da Silva na Copa do Mundo de 1938, associando o atleta ao chocolate Diamante Negro, de sua empresa Lacta.

Com o tempo, a gestão esportiva começou a ser utilizada nos clubes e na carreira de atletas, explorando tanto o marketing quanto relações públicas e toda a assessoria de comunicação.

Em 1987, a Copa União foi promovida totalmente pela iniciativa privada após a recusa da CBF em patrocinar o evento. Dirigentes de marketing do Flamengo e do São Paulo contribuíram para a negociação com empresas como Varig, Coca Cola e Editora Abril.

Nessa onda de crescimento, emissoras de rádio e TV começaram a dar mais destaque ao esporte, com o surgimento de programas direcionados, as famosas mesas redondas e a transmissão de jogos, ligas e eventos.

Na década de 1990 as agências de publicidade começaram um trabalho focado em marketing esportivo, época em que os comerciais faziam a cabeça do público.

O status da seleção brasileira de futebol após vencer a Copa de 1994 e as conquistas internacionais do vôlei contribuíram para a valorização desse segmento de marketing. Os patrocínios alcançaram um boom, e entre os maiores exemplos está a parceria de sucesso entre o Palmeiras e a Parmalat, que rendeu reconhecimento à marca e boas conquistas ao clube.

Atualmente, a internet e as transações milionárias rendem bons ganhos ao marketing esportivo, que evoluiu e tem usado uma série de ferramentas interessantes.

Trata-se de uma área atrativa, com um campo de trabalho que considera tanto empresas quanto atletas, clubes e modalidades.

Realizar um curso de marketing esportivo abre caminho para os profissionais interessados em atuar nesse campo, assim como a atualização com bons cursos online.