Carros híbridos e elétricos: saiba como funcionam e porque são a aposta do futuro

Gerando menos poluição que modelos convencionais, esses tipos de carro devem ganhar novos adeptos nos próximos anos.

Quem procura um lugar para comprar um carro próprio tem muitas opções à disposição. Além das concessionárias, é possível adquirir automóveis em marketplaces on-line, como é o caso da Karvi Brasil. A empresa comercializa não apenas os modelos tradicionais, como também inclui carros elétricos e híbridos, que devem se tornar mais comuns nos próximos anos.

Você tem dúvidas sobre como esses veículos funcionam? Não tem problema! Neste texto, entenda melhor sobre o funcionamento deles, assim como algumas das principais vantagens e os desafios que enfrentam para se tornarem mais populares no Brasil.

Funcionamento

Esses veículos podem ser de dois tipos diferentes: movidos exclusivamente por eletricidade ou por sistemas híbridos, misturando combustíveis tradicionais com energia elétrica. Atualmente, a maior parte dos carros elétricos vendidos são do modelo híbrido, com tecnologias mais baratas e acessíveis.

Esses modelos funcionam com um motor convencional de combustão, que é alimentado por gasolina. Entretanto, ele não é utilizado para movimentar o veículo, mas carregar a bateria elétrica.

Ainda existem outras duas formas de carregar a bateria. Uma delas é ligando diretamente na tomada, enquanto a outra é aproveitando a chamada frenagem regenerativa. Esse sistema é ativado quando o carro freia, transformando a energia cinética em eletricidade, que alimenta diretamente a bateria.

Vantagens

Entre as vantagens de utilizar esses veículos, uma das que mais se destaca é a redução da emissão de gás carbônico, um dos causadores do aceleramento do aquecimento global. Os carros tradicionais emitem CO2, enquanto os automóveis elétricos não poluem, o que é bem mais benéfico para o meio ambiente.

A eficiência do motor dos carros elétricos também chama a atenção. Apenas cerca de 30% de combustível é realmente utilizado em um motor de combustão, com o restante sendo perdido por transformar-se em calor. Já a bateria do carro elétrico aproveita de 90 a 95% da energia presente nela.

A manutenção desses veículos também acaba sendo mais barata. As inspeções periódicas desses modelos são cerca de 20% mais em conta se comparadas aos carros convencionais. Em caso de conserto de uma peça, o preço costuma ser cerca de 15% mais baixo.

Desafios

O desenvolvimento desses veículos ainda está sendo feito a passos lentos no Brasil. Entre 2012 e 2018, por exemplo, foram comercializados apenas 10,6 mil carros elétricos, de acordo com dados da Associação Brasileira de Veículos Elétricos (ABVE) — um número ínfimo se comparado à frota total brasileira, que é de 59 milhões de automóveis.

Ricardo Guggisberg, presidente da associação, explica que esse número é baixo porque a indústria brasileira ainda é focada na produção de motores a combustão. O alto valor desses modelos, ocasionado pela despesa gerada para fabricar a bateria, também é um problema para que eles se tornem mais acessíveis.

No entanto, a expectativa é que isso mude nos próximos anos. O setor recebeu incentivos fiscais, como isenção de imposto para importação e produção. A evolução da tecnologia também é um fator que impactará a redução dos custos de produção e, consequentemente, o valor final desses veículos.

Esse maior alcance já vem acontecendo. De 2018 para 2019, foram vendidos mais de 12 mil veículos nessas categorias. Segundo a ABVE, somente em 2020, um ano de crise econômica, foram vendidos cerca de 19 mil carros — um resultado 60% acima de 2019, mesmo com um cenário desfavorável.

Em 2026, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê que os modelos híbridos não plug-in representem 2,5% dos novos licenciamentos, o que seria aproximadamente 100 mil unidades. Já no caso dos híbridos plug-in e dos totalmente elétricos, a expectativa é que eles ainda tenham pouca representação no mercado em 2030.